domingo, 28 de novembro de 2010

Os dez mandamentos

Lembrei-me de fazer um estudo pessoal. Um estudo que vai antever a minha posição relativamente á igreja católica e aos dez mandamentos:


  • 1º - Amar a Deus sobre todas as coisas. - Não amo Deus sobre nada. Nem sequer acredito na existência de tal ser. Aliás, na minha opinião, é logo no inicio que se vê que isto está tudo errado. Deve-se amar Deus sobre todas as coisas? Sobre os nossos país, mães, filhos?
  • 2º - Não usar o nome de Deus em vão. - Acho que uso. Quando me assustam, por exemplo. Ou saí uma asneirada, ou um "OMG"
  • 3º - Guardar domingos e festas de guarda. - wtf? Supostamente, domingo é dia santo. Ás vezes, quando estou cansada, honro o dia santo, ao ficar com o cú no sofá o dia inteiro.
  • 4º - Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores). - Nunca lhes perguntei se eles se sentem honrados
  • 5º - Não matarás. - Nunca o fiz, mas acredito ser capaz de o fazer, se algum dia me matassem propositadamente um familiar.
  • 6º - Guardar castidade nas palavras e nas obras. - Totally not.
  • 7º - Não roube. (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo). - Quando tinha uns 12 anos roubei uns fones numa loja dos chineses. Só pelo lulz.
  • 8º - Não levantar falsos testemunhos. - Not now.
  • 9º - Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos. - Não, elevado ao cubo.
  • 10º- Não cobiçar as coisas do outro. - Fodam-se. Qualquer pessoa cobiça. Quem disser o contrário está a mentir. Quando vemos alt carrão a passar-nos á frente, gostavamos sempre de ter um assim.

Ando ausente disto. Porque sinto-me ausente.
Sinto que eu já não sou eu e que o mundo não é aquilo que conheci.
Sinto-me perdida, confusa, estranha.
É isso, sinto-me como uma estranha, porque não me familiarizo com a sociedade. Sinto-me errada, quando sei que estou certa.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mierda

Começo-me a fartar de me ver consumida por mim própria e por aquilo que me rodeia. Desde há uns tempos que me tenho apercebido que ao crescer me tornei numa pessoa materialista e consumida. Claro, não tinha a culpa, fui programada para pensar assim.
Faço parte da grande massa, da grande sociedade global, por isso, porque não render-me aquilo que nós todos tinhamos nascido para fazer? Consumir, consumir e consumir.

E á pala da minha curiosidade, comecei a descobrir formas de contornar este problema. Isto que eu sempre achei que estava de errado com o mundo, desde criança. Porque é que há pessoas a limpar as nalgas a notas e outras que morrem á fome? Porque é que existem guerras? Porque é que existe o dinheiro? Porque é que um jogador de futebol (que, sejamos honestos, não faz corno da vida a não ser dar chutos numa bola) ganha centenas de euros a mais que uma empregada doméstica?

Estamos todos inseridos numa sociedade que tem como base os sistemas. Ora, como todos reparamos, um deles já falhou há algum tempo, apesar de tudo fazerem para o contornar: que é o sistema religioso. No início dos nossos tempos como sociedade, depois do nascimento de cristo, e essa história oficial toda, a religião que conhecemos hoje torna-se oficial. Conquistou meio mundo, foi crescendo... Como? Simples. As pessoas viviam assustadas, os reinos eram pobres, e o mundo dividia-se entre a plebe e a realeza. A plebe, era pobre, trabalhava em prol da realeza e também da burguesia. A realeza era o topo, tinham controle sobre as terras, economico, financeiro, judicial, etc.
Com o avançar e despertar da população tudo isto se foi perdendo. As pessoas conseguiram questionar o sistema em que estavam inseridas, tornaram-se cada vez mais conscientes e hoje em dia, a igreja não tem nem metade do poder que outrora teve. Quem conseguiu isso, fomos nós, o ser Humano.

Agora é voltar a fazer o mesmo. Ainda continuamos como plebe. Isto da classe média é pura treta. O mundo funciona à base de juros, a classe média SÓ existe pela mesma razão. Continuamos pobres, mas com algum poder de compra, porque com o avançar dos tempos descobriu-se que o ser humano tem tanto de manipulativo como de ingénuo. Se nos derem algum poder de compra, para termos as mesmas coisas que os ricos: casas, roupas de marca, carros, telemóveis, etc, a um preço acessível, nós vamo-nos achar assim mesmo: uns ricos. Ou pelo menos com aparência de tal. E hoje em dia, a imagem é tudo.
Então eles continuam a meter-nos medo, com crises financeiras, guerras, fome, etc. quando existe a possibilidade de acabar a médio-prazo com tudo isso. E nós, como as ovelhinhas que somos, escutamos cegamente o que nos dizem. Não somos capazes de ripostar, de nos tornarmos activistas porque temos o rabo entre as pernas, seja porque razão for:
- Impostos para pagar, casa para pagar, carro para pagar, família para sustentar... E estamos tão presos a este conceito que nos esquecemos de questionar todos os sistemas em que estamos inseridos: politico, económico, judicial, etc.


Se questionarmos, é possível libertarmo-nos deles. É uma questão de tempo, esforço e também de mente. É preciso uma mente sã, consciente, e principalmente, forte.

É aqui então a parte em que eu vou deixar por aqui uns links para quem quiser sair do rebanho, o poder fazer:

http://ptesoterico.wordpress.com/ -> Basicamente notícias, artigos, documentários, etc.
http://www.zeitgeistportugal.org/ -> Site do Movimento Zeitgeist Portugal (Lá podem encontrar artigos sobre o movimento também o documentário, um chat, forum, etc)
http://www.thevenusproject.com/ -> Site do projecto Venus (Hum, digamos que é reestruturar tudo)



Agradeço desde já a quem leu tudo. Estou livre para discussões e debates sobre temas como este ou relacionados.




 

Sample Text