sábado, 28 de agosto de 2010
Iniquidades
domingo, 22 de agosto de 2010
Empires
We stumble on what we could not overcome....
Point the finger at the other and laugh
Our feelings you can never take
Seems you and I, we fall apart
In our smallest components
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Lista de expressões
Ex: "Aí olha lá aquele todo despenteado, mesmo á cafézinho do povo"
Festa na aldeia - Dá enfâse á expressão cafézinho do povo "Ai que gajo mais cafézinho do povo, festa na aldeia"
HRS, Effy - Fumos
Ex: "HRS?" (Pode-se soletrar ou ler)
"Effeh?"
Contos da Serafina - Ferrada
Ex: "Ehhh, olha lá contos da serafina. Lá em cima era melhor"
Tina, Paty, Welley, Jessica , Mariza e Roberto - Grupo de amigos com que se saí regularmente, mas ninguém conhece.
"Vou sair com o meu pessoal, a Tina, a Paty, o Welley, o Roberto a Jessica e a Mariza."
Ser indígo - Apagar as luzes quando se passa na mata, sem unca falhar.
Ser Cristal - Ter os olhos brilhantes.
Ex: Constactar o facto cada vez que esta situação acontecer.
Ser céptico em relação a esse tipo de cenas - Quando não se acredita.
Ex: "Acreditas no destino? Sou muito céptico em relação a esse tipo de cenas."
Não sei quantos - Alguém
Ex: "Pai, o que é aquilo que o nao-sei-quantos de teu para a mão?"
Toscaya, Toscaria - Farrobadó
Ex: "HOJE HÁ NOITE VAI SER TOSCAYA!"
Empalagante - Algo que farta, que sabe sempre ao mesmo.
Ex: "Este bolo é bué empalagante." ou " Já estou a ficar bué empalagado do Teófilo"
Pailho/a - Pessoa
Ex: "Esse pailho é porreiro"
Pataqueiro - Careta
Ex: "Esse pailho é um pataqueiro"
Chifs - Chefe (Atitude).
Ex: "Que chifs"
Espiga / Espigaria - Dar cana
"Olha lá aí as espigarias..."
Pálido - Chato, pálido (literalmente), a passar mal.
Ex: "Olha lá a palidez desse gajo".
Skins - Dançar de uma forma relaxada
Ex: "Sigga skins?"
Firras - Gato
Ex:"Olha um firras!!! Firras, comme vus? Firrinhas..."
Bochas, Fatchy Bomba - Pessoa com o peso acima da média
Ex: "Olha lá, fatchy bomba"
Rebolation - Pessoa de nacionalidade brasileira
Ex: "Olha aquele rebolation"
STL- Setada na lica
Ex: "STL?"
CAPTCHA - Quando não se sabe do que se está a falar, algo que não se sabe definir
Ex: " Aquela cena tipo captcha"
Breakshow - Show de breakdance ás 6 da manhã.
Ex: "Tão hoje, breakshow?"
Love de with - Maneira mais classica de dizer Jeniffer Love Hewitt
Ex: "Jeniffer Love de With?"
Procissão dos caretas- Sítio para onde os caretas vão.
Ex: "Então não vens sair?
Não
Vais para a procissão dos caretas?"
Em constante actualização.
domingo, 8 de agosto de 2010
El Bongo
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Ana do Olimpo: Uma Epopeia - Capitulo II

Atenas estava deserta. Tal não estivesse, Ana nunca teria se deslocado para lá. Eram poucos os humanos que restavam lá. Criaturas negras, Necromancers, que se alimentavam de cadáveres eram encontrados um pouco por toda a cidade. Não constituíam perigo para os mortais, visto eles temerem qualquer criatura viva.
Ana e Argos Putchy caminharam até ao centro da cidade. Ana sentou-se perto da fonte e contemplou a lua. Se existisse vida na lua, essa era capaz de observar o brilho dos olhos dela. Enquanto Ana medita, e o seu lobo fareja a cidade adentro, aparece um homem.
Corre até Ana, magro, suado, e com poucas vestimentas. Ana baixa o olhar para não se revelar.
- Até que enfim alguém novo na cidade. Diz-me, que vens tu fazer nesta cidade que há vinte anos os deuses abandonaram?
- Vim reconciliar-me com a terra que me viu nascer. – respondeu Ana.
- WTF? - perguntou o homem.
- Foda-se, atão mas és surdo?
- Nepia porquê?
- Tão mama-me o caralho.
O homem começa a praguejar. Irritada com a voz dele, Ana solta um assobio. O barulho dos Necromancers a comerem os corpos cessa. A cidade torna-se muda. De repente o som de patas a correr no asfalto. O som torna-se cada vez mais forte, e, então, aparece Argos Putchy Alexander, que salta em direcção ao homem devorando a sua cabeça numa única dentada.
Ana dá um sinal de concentimento ao lobo, e Argos começa a devorar o corpo do homem. Ana deixa-se cair suavemente no chão, ficando deitada com os braços atrás da cabeça, com o olhar sobre as estrelas e as estrelas sobre o seu olhar. “Sou tão boa”, pensa para si.
Ana tinha 20 anos, exactamente a idade em que os deuses decidiram abandonar Atenas. O motivo? Ela, e só ela. Nemesis, deusa da vingança, decidiu vir ao nosso mundo há 21 anos atrás com o mero objectivo de testar os desejos carnais, engravidando assim de Ana. Os deuses viram nisto uma prova da fraqueza presente nas autoridades divinas e decidiram assim mudar a sua politica de controlo do mundo, dividindo o Olimpo entre os que desejavam por controlo através de medo e os que acreditavam que o controlo e persuasão só podia ser feito através do amor pelos deuses. Ana foi o fruto responsável de um conflito que abrangia tudo neste mundo, mas não se podia se estar a preocupar menos. Os deuses tiraram a imortalidade a Nemesis, os homens tiraram-lhe a vida. Ana não conseguia assim sentir mais do que desprezo por ambas as partes.
Por: João Miranda
Ana do Olimpo: Uma Epopeia - Capitulo I
Em tempos remotos, menos civilizados do que os dias de hoje, a humanidade estava dividida entre as forças negras e as forças da luz. De um lado, Zeus, através do seu filho Apolo, conduzia o seu exército como uma forma de manter a paz. Acompanhado pelos seus crentes e por forças da natureza, acreditava que o amor dos humanos para com os Deuses era a única coisa que poderia tornar o mundo um lugar pacifico. Do outro, vindo do interior infernal do nosso mundo, Hades, que pretendia controlar o mundo através de medo, dor, e de poder. Os seus seguidores, humanos que abandonavam a sua humanidade para o seguir, tornavam-se mais em criaturas do que pessoas. Com um poder abençoado pelo toque de Hades, destruíam tudo à sua passagem com um simples olhar. Faziam a vontade do seu Deus pois era esta a sua forma de adquirir poder e prevalecer neste mundo.
O mundo ardia com a guerra entre os deuses, os humanos, e os que lideravam os humanos servindo de elo de ligação entre as forças divinais e as forças terrestres: os semi-deuses. Esta é a história de uma semi-Deusa: Ana.
Ana, filha de Nemesis, era a mais nova dos semi-Deuses. Revoltada com a pressão de Apolo em comandar os terrestres numa guerra com a qual não se identifica, Ana abandona o Olimpo, e vira as costas a todos menos a si própria. O mundo viria a conhecer o seu nome como a mestre do controlo e manipulação. Pois Ana conseguia convencer qualquer mortal e até mesmo os próprios deuses a pensarem da forma como ela assim queria que eles pensassem. E se até um deus ela conseguia manipular só com o poder das palavras, imagine-se a humanidade à sua frente.
Ana caminhava pelas florestas de Argos, fugindo discretamente da guerra que se tinha instalado na cidade em si. Era de aparência apenas humana, não fosse os seus olhos, cor de lazurite. Dizem os poucos escribas que cruzaram o seu caminho, que os seus olhos não possuíam apenas o tom lazurite como cor, como era feitos dessa pedra.
Embora para os humanos conseguisse passar despercebida, desde que o capucho do seu robe escondesse sempre o seu olhar, já os animais sentiam a divindade dela. Enquanto caminha pela floresta, todos os animais se aproximavam para a contemplar. Esquilos, veados, pumas, ursos, corujas. Todos olhavam de forma pacífica para ela enquanto a admiravam. Um deles, um lobo de tons cinza, cativou a sua atenção. Ana aproximou-se dele, destapando o capucho do seu rosto e mostrando os seus olhos que brilhavam pela escuridão da floresta. Olhou o lobo nos olhos e ele aproximou-se de si com um ar dócil. Ana sente assim pela primeira vez uma conexão com este mundo. Deixa cair o seus joelhos ao de leve sobre a terra e acaricia ao de leve o predador, tornado dócil sobre o seu olhar. Aproxima os seus lábios do ouvido do animal, e suspira-lhe “Oh coisinha mais linda da mamã, coisinha mais linda e fofinha. Quem é perfeitinho e fofinho quem é? Sou eu, pois sou.”. O lobo recua uns passos olhando para a semi-deusa, quase como sobrevoasse, e uiva de agrado. Ana fez assim o seu primeiro e único amigo. Em memória da floresta em que o encontrou, decide baptizá-lo de Argos Putchy Alexander.
Ana segue o seu caminho, agora com o seu fiel companheiro, Argos Putchy, a seu lado. Ambos caminham, e não mostram cansaço. Passam dias, meses, sem um único minuto de descanso. Nem uma única gota de suor ousa percorrer o corpo de Ana.
O par chega a Atenas meses depois de ter abandonado Argos, a cidade em chamas.quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Falares e cantares regionais da minha terra.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Deus Ivo
Em pleno mês de Agosto, o jovem Deus Ivo, portador de toda a sapiência erudita, eleva a mente de dois jovens, João Mirada e José Machado, a escreverem pequenas odisseias sobre a sua tamanha grandiosidade, relatando episódios épicos que demonstram as suas visões proféticas:
José Machado:
Certo dia, um grupo de amigos, todos felizes e contentes, decidiram ir á Suécia, com o propósito de assistir á reprodução de Antilopes. O grupo, que era constituido por Machado, Ana, Ricardo Jorge, Toy, Garcia e Namorada, Miranda e Besuntas, assistiram a este fenómeno da natureza com todo o explendor e emoção.
Pasmado, Besuntas exclama: "Oh, que bonito que é!". Todo o grupo concordou.
Inesperadamente, o céu tornou-se num imenso mar de escuridão. Trovões e arco-íris invadiam os céus. Pasmado, Besuntas exclama: "Oh, que horror!". Todo o grupo concordou.
No meio desta imensa escuridão, um raio de luz penetrou. Um corpo começou a surgir diante dos olhos dos agora infelizes e descontentes. Essa luz começou a ganhar forma. Era o Deus Ivo.
Portentor de sua única e omnipotente sapiência, com o seu impiedoso dedo indicador, apontou para Besuntas. O pânico estava instalado. Nisto, Deus Ivo exclamou: "Ele na, ele na é católico.". Todo o grupo concordou.
Besuntas, ofendido com tal acusação, foge e rouba o carro do Machado. Nisto, Besuntas grita, vitoriosamente: "Chupa-mos!". Ironia do destino. O carro fica sem combustivel, após 5 metros andados. Besuntas falece de vergonha.
João Miranda:
O céu abandona todos os tons azulados para abraçar tonalidades negras. Os ventos tornam-se fortes. Violentos até. O seu assobio é o suficiente para arrepiar cada alma viva que presencia este momento. Raios cobrem os céus, já totalmente negros. E então... e então tudo pára. Surge um vulto, nu, deslizando levemente desde os céus até à terra, tendo como únicos vestimentos uma tanga elástica que une a parte genital até aos ombros, de um amarelo florescente que radia mais luz do que qualquer outro objecto naquele momento. È o Deus Ivo, e nenhum dos presentes duvida disso.
Raios são reflectidos das suas unhas até aos céus, o seu cabelo dança agressivamente ao sabor do vento, e a sua expressão... era suficiente para fazer qualquer um dos presentes ver a sua vida passar diante os seus olhos. Ivo cai elegantemente sobre a terra. Silêncio agonizante. Todos o observam, ninguém ousa quebrar o silêncio nem com a respiração. E é então, que Deus Ivo levanta o seu rosto, e olhando para os terrestre, proclama numa voz abismal:
- Quem manda aqui sou eu foda-se!! Tá-se bem...
O que acontece de seguida é quase indescritível. O vento torna-se morbidamente violento, destruindo tudo aquilo em que Deus Ivo coloca o olhar. Árvores são arrancadas. Surgem rachas nas estradas. As casas caiem como se fossem meros castelos de cartas. E a Divindade grita "Venham até mim bestas da nieve!!". Deus Ivo agacha-se, fazendo ranger a sua tanga elástica. Coloca as mãos a alguns centímetros do chão, e começam a surgir partículas brancas. Começam a ganhar forma, e do nada, surgem duas ovelhas brancas, de aspecto aterrador. Ivo acaricia a barriga das bestas que acabou de invocar, e elas gemem de prazer. Deus Ivo começa a avançar contra a multidão que foge aterrorizada, ou que se encontra imóvel no chão. È indubitável aquilo que Ivo está a fazer: Ele procura os infiéis.
Aponta para um homem com uma perna recentemente arrancada pelas forças divinas, que grita de dor no chão. Estende o braço, apontando o dedo contra o homem, e profere "Ele nã, ele não é católico." As bestas em forma de ovelha correm rosnando em direcção ao pobre homem, e devoram-no em segundos.
Assim começa o reinado de Deus Ivo!