domingo, 6 de dezembro de 2009

Portugal


Primeiro, O ANUNCIO DO PINGO DOCE, dá-me volta á cabeça, com aquela voz estridente e pelo facto de TODO o anúncio ser uma lavagem cerebral autêntica. Desde o pormenor de não se esquecerem de um distrito, á multiculturalidade, passando por o “venha cá” e as pessoas a fazerem este gesto, o aspecto bom demais dos legumes, e toda a “nacionalização” da merda do Pingo Doce, que por acaso até adoro comprar lá. Os produtos de marca branca são bem bons. Mas eles fazem ali um esquema que é do tipo: SE É PORTUGUÊS COMPRE NO PINGO DOCE.

Falando em Português, e no frenesim Amália Hoje. Que merda vem a ser esta? Em primeiro lugar, em qualquer dicionário Português, as palavras Amália e Fado são sinónimas. Então agora comercializamos o que há mais de lusitano e tradicional em nós? Epá, choca-me sujarem e banalizarem um nome como Amália Rodrigues e fazer do fado, que É O NOSSO FADO, só Português, só nosso, uma futilidade? Mas não, os Amália Hoje são bons pah. Agora vejo aí toda a gente a cantar “Amália”, ou a pensar que a música é deles e é um tributo á grande Deusa do Fado, ou simplesmente dizem que cantam Amália mas cantam com uma entoação pop, o que é um ultraje para qualquer apreciador de fado.
Mas pronto, não liguei. AGORA LEIO NUMA ENTREVISTA QUE A CABRITA DOS THE GIFT NÃO GOSTA DE FADO!!!!???? Quer dizer, o quê?? Não gostas de fado, estás num projecto que está a tentar enaltecer a voz que melhor cantou o fado até hoje porquê? A sério, não gostavas ao menos não dizias minha acéfala de merda. Vocês não são bons, são do mais mainstream e overrated que pode haver. Tu, gaja dos the gift, fecha-te mas é no mosteiro de Alcobaça e nunca mais saias daí. Com a Ana Moura, Teresa Salgueiro, Kátia Guerreiro, metem-me esta a representar Amália. UM ULTRAJE, I TELL YOU.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Homem Vs Mulher - Parte I










O Homem, no sentido verdadeiramente sexista da palavra, o espécimen masculino, é na realidade, e ao contrário do que pensa, um mero fantoche nas nossas mãos.

Nós, as mulheres, dizemos que os homens são todos iguais, que são todos uns cabrões, uns filhos da puta, uns acéfalos, insensíveis, etc. Ora bem minhas amigas, nós também somos todas umas vacas, umas putas, somos sensíveis demais e somos falsas.

Ora por muito que eu deseje explorar ambas as teorias, que na realidade, até me parecem desinteressantes, ia ser uma real perda de tempo. Então decidi por bem elaborar este post, inspirada por o livro “Guia para ficar a saber ainda menos sobre as mulheres” de Isabel Stilwell, que vai explicar aos homens em geral, de forma sucinta, como funciona o mundo, a cabeça e todo o engenho da mulher.

A mulher tem no sangue o desejo por procurar o príncipe encantado. Mesmo não estando á procura de uma relação séria, e não o queira, a mulher idealiza frequentemente com a família perfeita, mesmo não a querendo naquele momento. Idealiza para mais tarde. Ou seja idealiza um homem perfeito para ela, não-perfeito, mas o que seja adequado para ela, com todos os defeitos que foram feitos para ela, e qualidades que a fazem sentir supostamente bem. Por isso é que temos tanta variedade, isso depois depende de pessoa para pessoa.

Ora quando uma gaja namora contigo, ela está-te a comparar mentalmente á tal imagem do príncipe encantado que tem vindo a formar desde miúda. Por isso, é que quando metes a pata na poça, ela faz um filme do caraças. Porque quando entras na vida de uma miúda, tu estás a entrar numa espécie de cast. Ela tem o cenário feito, tem os actores todos e so lhe falta o protagonista que ela tem idealizado na cabeça. Ora se ela quer um Bruce Willis e lhe aparece um Adam Sandler… Ela ainda é capaz de se divertir com ele durante um bocado, mas rapidamente a comédia farta. Nós queremos heróis, e não homens.

Se pensas que tens a gaja na mão, meu amigo, és tu que estás a ser muita bem enganado. Nós somos falsas, dissimuladas e muito muito manipulativas. Sabemos exactamente como brincar como vocês, como vos atingir, e claramente, temos a capacidade de formar tempestades em copos de água e fazermo-nos de vitima mesmo quando não temos razão. E a verdade, é que maior parte do sexo feminino ou não se apercebe disso ou simplesmente não o admite. Mas sejam bem-vindos ao cérebro feminino: raramente admitimos que fazemos essas coisas dissimuladas.

Não vale a pena ires de encontro á imagem que ela tem do homem perfeito, é uma perda de tempo. Ou e tudo como ela quer, ou esquece. E se não o és, eventualmente vais-te fartar e desgastar por estares a agir de uma maneira que não vai de encontro ao que tu és. Se ela reparar que não és tu o Bruce Willis, ela pode-te esquecer de um dia para o outro, por isso é que dizem que nós esquecemos rápido, ela pode-te fazer trinta por uma linha e culpar-te de tudo, culpar-te de tu não seres perfeito, e tu realmente sentires-te culpado, mesmo sabendo que não tens culpa nenhuma (sim, também temos essa capacidade, ou devo dizer dom?). Irá simplesmente mandar-te sair por a porta por onde entraste e não vai querer saber mais de ti, porque não és perfeito o suficiente para ela, porque lhe fizeste perder tempo (isto se dissimulares as tuas acções é o mais provável). Se ela estiver contigo numa de “enquanto não aparecer o certo, divirto-me com os errados”, fará questão que saibas disso e tu próprio saberás que não te podes apaixonar, porque isso não passa de uma relação carnal.

Nós vingamo-nos de quem nos tenta fazer ou faz mal, e não descansamos enquanto não o fazemos, seja isso fazer mal directamente ou estupidamente espalhar boatos ou coisas do género, mas a verdade é que todas o fazemos. Sei que se muitas mulheres caso leiam isto, vão ficar completamente indignadas, mas é-me igual ao litro.

Por fim, as mulheres são extremamente inseguras não em relação a si próprias, mas às outras. E isto já é um assunto complicado demais para explorar, mas também não me parece que seja preciso um génio para compreender a ideia que ali está exposta.

Um dia destes revelo mais uns segredos sobre este mundo misterioso que é o cérebro feminino. Por agora a única coisa que posso fazer é tornar este blog num consultório da Maria.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Macacos

Podia ser macacos do chinês, macacos do árctico, ou até o fabuloso filme 12 macacos com o Bruce Willis.

Mas não, os macacos que me estou a referir são os monkey see monkey do, ou seja, macacos de imitação. Se há coisa que detesto ainda mais do que posers, que esses ainda têm mínimo de cérebro, são pessoas que desprezam aquilo que são, não têm qualquer orgulho no que se tornaram e tentam, inútil e estupidamente, e por uma razão que não em entra na cabeça, tentar ser como outras pessoas.

Pega na tua carteira, tira o teu cartão de identificação: O que é que tu vês? Um falhado? Uma Nódoa? Ou vês outra pessoa que não és tu?

Se és um falhado, conforma-te e age como tal. Se vês uma nódoa, deixa de ser porco e limpa essa porcaria. Se vês outra pessoa que não tu próprio, aconselho-te vivamente a olhares-te vezes e vezes ao espelho até perceberes bem quem és.

Gostares mais de banda A, B ou C ou seres mais fã de série A,B ou C não vai fazer de ti mais c00l, melhor pessoa, e certamente não fará com que as pessoas gostem mais de ti. Porque eventualmente percebem a merda de pessoa que tu és. Porque a merda, eventualmente, vem ao de cima. Não consegues esconder aquilo que tu és. Mas boa tentativa, a sério, admiro a persistência. Mas o facto é eu sou melhor que isso.

Agora mete a mãozinha na consciência e vê se encontras por lá a noção, porque eu honestamente, não sei onde ela anda. Vê se ganhas orgulho e se te resta um pingo de dignidade e inteligência aí junto do ridículo.



Patético.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O poder da Respiração

É uma treta.
Uma completa treta.
Tão vou eu a uma palestra sobre a Arte de viver ou algo do género, para aprender a "controlar a respiração" porque supostamente, se respirarmos correctamente (porque sim, meus amigos, há uma forma correcta, e bastante comica por sinal, de respirar) podemos ter uma vida muito mais calma, com mais sucesso, e vamos ser mais felizes.
Então quem deu a palestra foi uma gaja que claramente se mete na passa com alguma frequência, logo as palavras que lhe saiam da boca soavam estranhamente ... estúpidas.
Foi-nos ensinado o que é a respiração, o que ela faz, e como respirar correctamente, para então termos uma vida melhor.
É aqui que entra o meu altruismo e penso: O que raio acontece ás pessoas que têm problemas respiratórios, como asma, ou mesmo sinosite ou renite alérgica? São uns falhados por natureza? Quase mas QUASE que lhe perguntei isso. Mas no meio de tanto esforço para conter o riso. Foi-me impossível.
Então depois a senhora achou por bem tirarmos 10 minutos para meditar. Durante esses dez minutos aconteceu algo, que como é óbvio, acabou com o momento de reflexão de toda a gente na sala:
"Pensem nos vossos pés..."
Silêncio....
"Pensem nas vossas pernas..."
Silêncio ( e no meu pensamento algo do género: naaah, ela não vai dizer isso)
"Pensem nos vossos genitais...."
Riso geral.
Mas encontrei dez euros debaixo dum banco do auditório, por isso a respiração até ajuda.
Ainda assim, a única conclusão que posso chegar no meio disto tudo é que cada vez mais existem mais malucos da cabeça e ainda há pessoas quem pensam que o que lhes vai na cabeça é válido e pior, acreditam e ainda apoiam.
O que é feito das pessoas normais, que levam vidas normais e fazem coisas normais da vida? Agora é só tretas, e terapias e medicinas alternativas, e palestras sobre auto-estima e sobre aceitares o facto da tua vizinha ser mais boa que tu. Já para não falar que qualquer problema recorre-se aos comprimidos anti-depressivos.
E estamos a viver na época dos fracos e dos facilitismos.
ARCHIE BUNKER, VOLTA.

sábado, 14 de novembro de 2009

Boring Town

Volta tudo sempre ao que não era.
Porque nunca foi o que não teria sido.



"She said its so funny,
how life runs out so fast.
It's just another wasted day.

A boring life in a boring town
with the same old crowd.
When I used to say, that I'd never say
that I'm rotting here today.
With that same old crowd
thats always been around.
And I always thought I'd be
the first to go.

And remember when they looked through you,
and then looked past me.
We were the ones they said would always leave.
So when you go, just think of me,
think of me."

Less Then Jake - Boring town

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Fucking skins episode




G.B.H. - Alcohol


You're like a kind of religion,
I see you each night on television.
I can't remember all your names,
I love you running through my veins.

Alcohol, oh alcohol, I love you in my brains.
Alcohol, oh alcohol, I never want you again.



- Sometimes, the right thing to do is lame.
So don't.
Fuck it, but I have my fucking pride.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

LEGENDARY


Better watch out kid. It's a jungle out there.



- Tomorrow is gonna be LEGEN - wait for it - DARY -




Hoje queria dedicar especialmente o meu post aqueles tipos que têm idade para ter juízo, na casa dos 30, e andam aí a fumar ganzas e a vestir roupas compradas no avante e com rastas que têm tanto tempo como os seus tenis rotos, e que não fazem absolutamente nada da vida, apenas porque querem viver em comunhão com a natureza ou sei lá o que, não entendo e não quero entender. Cultivem-se, eduquem-se porque assim, faz-me uma confusão do caraças saber que pessoas como vocês vão ter que criar crianças dentro de pouco tempo.
O que vão fazer? Quando o puto chora enfiam-lhe um charro pela boca a dentro?
Estimo que vocês se lixem mais os vossos falsos ideais.
Pffftttt, enfiem-se todos numa vala comum, já que gostam de viver na porcaria.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Nasci Hoje


Nasci hoje
Tenho que aprender
Em breve
Vou começar a andar
Passo a passo
Muito lentamente
Saber ler
Compreender e continuar

Um percurso que vai durar
O resto da vida
Mas um dia a sorte irá chegar
E é aí que eu tenho de provar
Então...

Subir algo até poder
Esse aí não sou eu
Eu lutei até morrer...
Até morrer

Senti hoje tudo o que perdi
Em breve o tempo vai apagar
Tantas mágoas tudo o que sofri
Mas lutei
Comecei a desconfiar

Que o percurso que vai durar
O resto da vida
tem caminhos que posso mudar
E é aí que eu tenho de provar
Então...

Subir alto até poder
Esse aí não sou eu
Eu lutei até morrer
Mais uma lição
Estar a viver outra vez
ter a solução
Mas não poder dizer

Que o percurso que vai durar
O resto da vida
Mas um dia a sorte irá chegar
E é aí que eu tenho de provar
Então...

Subir alto até poder
Esse aí não sou eu
Eu lutei até morrer
Mais uma lição
Estar a viver outra vez
ter a solução
Mas não poder dizer
Mas não poder dizer...

Só mesmo para dizer que cantei esta música no palco, com os tara, durante um concerto.

sábado, 7 de novembro de 2009

Un dimanche après-midi à l'Île de la Grande Jatte



Un dimanche après-midi à l'Île de la Grande Jatte - Seurat
Para quem não sabe, Seurat, pós-impressionista, introduziu, por assim dizer a técnica do pontilhismo.
Este quadro retrata uma pacata tarde de domingo, depois de almoço la Ilha de grande Jatte, em França.
Passando a análise do quadro completamente ao lado, vemos familias, crianças, e tudo mais. E também vemos duas coisas: duas putas. A mulher que tem o macaco com uma trela e a que está a pescar. Por isso mesmo, está á pesca de homens.
Por isso, quando alguém vos diz que vocês têm uma mente porca, think twice. Quase todos os quadros têm uma história obscura por detrás. Este tem muito que se lhe diga, mas só me apetece salientar o facto de aparecerem duas putas numa das maiores obras de arte pós-impressionistas.
Só putas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

São opções...

Todas as que tomamos. São as coisas que decidimos, que fazem de nós aquilo que somos.
Uns mais outros menos.

Mas no fundo, não passam disso mesmo: opções.
Mas ainda bem lá no fundo, são elas que nos definem.
Eu orgulho-me orgulhosamente das minhas escolhas. E tu?


XANANNANANANANIIIIIIIIIIIIIIIIIZNIIIIIIIIIIIIIIIZ

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Por favor....

Meus grandessíssimos acéfalos de merda que pensam que percebem de música e são uns posers wanna-be’s do caraças.
Párem, por favor, mas parem mesmo de dizer que o Sid Vicious foi o melhor baixista de todos os tempos. O Sid Vicious nem sequer dó ré mi sabia, não sabia um único acorde, NUNCA SEQUER tocou ao vivo, nem sequer no “Nevermind the bollocks”. O gajo fazia parte da imagem da banda, ponto final. O SID VICIOUS nunca tocou na vida, quanto mais ser o melhor baixista do mundo. “AH SEX PISTOLS PARA MIM É SID VICIOUS”. Não passem atestados de ignorância a vocês próprios, a sério.
Sid Vicious foi um ícone porque andou com uma agarrada de merda que o levou para a droga e a droga comeu-o por dentro. Ponto final.
Outra coisa, Kurt Cobain… Nirvana, aliás, para mim, é uma das bandas mais overrated de sempre. E eu, que adoro grunge e gosto bastante de Nirvana. Mas uma coisa é nós gostarmos e sabermos a importância que a banda x ou y teve. Outra é gostar duma banda apenas porque o vocalista enfiou um balázio pela cabeça a dentro. Os Nirvana não foram assim tão bons. Apenas tinham um maluquinho esquizofrénico e com problemas sociais á frente da banda. E por favor, parem de dizer que se indentificam com o Kurt Cobain e as letras dele e o modo de vida e tudo mais. É mentira. “Ah sou um incompreendido, agora como ninguém me compreende e tenho a mania que sou emo as pessoas vão olhar-me com outros olhos, porque afinal sou um pobre incompreendido, porque me identifico com o Kurt Cobain.

Ainda outra, para os fãs de metallica (que também gosto bastante): O Kirk Hammett não é o melhor guitarrista do mundo. O homem nem com um biqueiro nos queixos deixa de dar gafes atrás de gafes nos concertos. Caso não saibam, foi o pior aluno de Satriani.
Isto tudo começou porque esta semana ouvi uma alminha a dizer que The Offspring era melhor do que Guns and Roses e Pink Floyd. Cuspi um dark side of the moon quando ouvi isto.
Tenho dito. Deixem de ser ignorantes.
Merda, tudo merda.




Ignite - Veteran

sábado, 31 de outubro de 2009

Inertiatic

Ela caminhava em direcção oposta ao que era o caminho habitual:
- Ele viu-te?
- Não. Onde vamos?
- Para onde o vento nos levar.
Era uma manhã fria de Dezembro. O nevoeiro pairava sobre o caminho que ambos percorriam com cautela e sempre de mão dada. Ela parecia uma criança, uma tranca perfeita percorria-lhe a coluna. E a franja, tapava-lhe parte do rosto, desprotegido do frio. Estava um pouco rosada do frio. Ele estava mal agasalhado, apenas com um casaco de algodão. Como se todo aquele frio não o impedisse de fazer nada. Andava imponentemente ao lado dela, contemplando-a e sorrindo conforme lhe passava a mão gélida pelo rosto. Ela acompanhava-o, apressada.
Ele pegou a mão dela e parou. As folhas caídas das árvores no chão ilustravam um trilho entre tons castanhos, amarelos e até cor-de-rosa junto deles. Pequenos raios de sol eram filtrados pelas árvores e embatiam perto deles. Ela olhava-o atentamente. Ele aproximou-se dela, e fixou os seus intensos olhos verdes:
- “ Agora estou perdido. Já dito há muito tempo. Vais ser a primeira e a ultima a saber.”
Ela beijou-o.
- “Mas nunca vou saber”.



Btw, inspirei-me aqui:

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

I'm the best, Fuck the rest

Pior do que deixarmos de gostar de alguém, é perder o respeito por alguém.
Pior do que não sermos nós próprios, é tentar ser alguém.
Pior do que falarmos sobre nós, é falarmos sobre as outras pessoas.
Pior do que não lutarmos pelo queremos, é fazer questão de dizer ás pessoas que o fazemos.
Pior do que ser mau, é dizer aos outros que somos maus.
Pior do que pensar que ser fraco, é mesmo sê-lo.
Pior do que mentir, é não saber sequer mentir.

Um dia disseram-me que as pessoas eram como as mangas, que amadurecem com o tempo: é verdade. Para além de amadurecermos com o tempo, apodrecemos com o tempo e antes do tempo, e ainda assim conseguimos ser vendidos, aceitados e ainda comidos, com uma data de fertilizantes e insecticidas em cima. E enquanto eles se vendem, nós sabemos que eles estão podres até ao caroço e a única coisa a fazer é esboçar um leve sorriso.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Título

Quando ele entrou pela porta, assustado e desconfiado, percebeu que estava cercado. Os outros tinham-no encurralado naquela sala suja e escura. Sentia-se desprotegido e frio. Perguntaram-lhe abruptamente se ele sabia com quem se estava a meter. Ele anuiu, timidamente. Os outros, fitavam-no, com uma expressão vazia e maliciosa.
Num ápice, começa a ser arremetido e espancado pelos outros. Foi deixado frivolamente desprovido de qualquer ajuda naquela sala encoberta de uma nuvem de assombro.
Levantou-se e caminhou para fora daquele sítio.
Aqui, ele distingue-se. Aqui reside a diferença entre ele e o resto do mundo. Os outros pensam “ Se não os venceres, junta-te a eles”, enquanto a sua mente comandava precisamente o oposto “ Se não os venceres, torna-te mais forte e esmaga-os.”
E assim o fez. Porque nada era mais importante para ele do que a ter a seu lado.
 

Sample Text