Ela caminhava em direcção oposta ao que era o caminho habitual:
- Ele viu-te?
- Não. Onde vamos?
- Para onde o vento nos levar.
Era uma manhã fria de Dezembro. O nevoeiro pairava sobre o caminho que ambos percorriam com cautela e sempre de mão dada. Ela parecia uma criança, uma tranca perfeita percorria-lhe a coluna. E a franja, tapava-lhe parte do rosto, desprotegido do frio. Estava um pouco rosada do frio. Ele estava mal agasalhado, apenas com um casaco de algodão. Como se todo aquele frio não o impedisse de fazer nada. Andava imponentemente ao lado dela, contemplando-a e sorrindo conforme lhe passava a mão gélida pelo rosto. Ela acompanhava-o, apressada.
Ele pegou a mão dela e parou. As folhas caídas das árvores no chão ilustravam um trilho entre tons castanhos, amarelos e até cor-de-rosa junto deles. Pequenos raios de sol eram filtrados pelas árvores e embatiam perto deles. Ela olhava-o atentamente. Ele aproximou-se dela, e fixou os seus intensos olhos verdes:
- “ Agora estou perdido. Já dito há muito tempo. Vais ser a primeira e a ultima a saber.”
Ela beijou-o.
- “Mas nunca vou saber”.
Btw, inspirei-me aqui:
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