sábado, 31 de julho de 2010

Ora aqui está!

França: Sarkozy quer retirar nacionalidade a estrangeiros que atentem contra autoridades


Paris, 30 jul (Lusa) -- O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje um pacote de novas medidas para combater a criminalidade, incluindo uma proposta que prevê retirar a nacionalidade francesa aos estrangeiros que atentarem contra as autoridades públicas.

A medida será aplicada a "todas as pessoas de origem estrangeira que de forma voluntária atentaram contra um funcionário da polícia, a um elemento da polícia militar ou outra pessoa ligada a uma autoridade pública", afirmou o chefe de Estado francês.

Num discurso proferido em Grenoble (sudeste), palco de recentes protestos violentos contra a morte de um alegado assaltante por disparos policiais, Sarkozy salientou que cada um deve ser "digno" para ter a nacionalidade francesa.

Fonte: http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/11354669.html


Pode ser radical, inesperada, descabida, para muitas mentes.

A minha opinião é simples: It's about fucking time.

Um pais não tem como obrigação receber emigrantes, mas acho bem e tem o dever de os receber. Os emigrantes, devem-se portar correctamente durante a estadia no pais, principalmente a partir do momento que lhe é concedida a nacionalização. Torna-se um cidadão daquele país, mesmo não tendo nascido lá. Apesar de não concordar, nem entender o que leva a alguém rejeitar o seu próprio pais e nacionalidade, acho que se a pessoa o faz é para se comportar. Afinal o país que o recebe, dá-lhe outra oportunidade.



Contudo... E se daqui a uns anos começam a tirar a nacionalidade aos cidadãos que nasceram no país, apenas porque eles se revoltam contra o estado?

Será isto uma manobra de diversão para mais tarde aplicar outro tipo de medidas?

Isto sou eu, a pensar demais.

Alentejo














Alentejo meu, Ana J.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

One or two?

" I don't know what drug you keep giving me to be like this. But it's a good one and I want it more and more.
I adore you so much. I don't know how you could possibly think that i'll ever get tired of a wonderful creature like you. I never met someone like you. You're one of a kind.
Thank you for making me feel so happy. I was needing this and someone like you. Thank you for being who you are. I am proud of you, and I'm proud of adoring you."
.Freddie
One:
She woke up and read his note. She couldn't believe it.
Someone truly cared.
She packed her bags and ran away, so that she wouldn't destroy it. She could't bare the thought of hurting him or herself one day. He was too special. She coudn't possibly dissapoint him.
Now she's drifting, walking alone in her own fears and memories.
Looking back, she doesn't feel right. They could have been right for each other,but she wouldn't gave him a chance.
She regrets that. She regrets being a woss. And she'll be regreting that for the rest of her life. And she will always be miserable. Because deep down, she knows he could have turned his life around.
"This is me".
Two:
She woke up and read his note. She couldn't believe it.
Someone truly cared.
She packed her bags and ran off to him, so that she wouldn't miss him. She couldn't bare the thought of being without him for one day. He was too special. She couldn't possibly dissapoint him.
Now they are drifting, walking among others in their own universe.
Looking back, she feels happy. They could have been wrong for each other, but she would never give up without trying. She doesn't regret that. She doesn't regret being strong. And she'll be there for him for the rest of her life. And she will be miserable as well. Because deep down, she knows no one can change that.
"This is me, happy."
.Effy

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Anarquia.

"Some 500 years have now passed, yet in the past
I'm still finding the keys to the questions that I
ask.
I'm only one great son, son of the great great One,
Of the One great spirit, of the great One sum.
I'm thinking about how I could feel it
when I lived your slums,
I was beaten by the seasons,
with no material wealth
I was a free man; All is magic.
I could hear this; All is music

I am copper. Deep from this earth,
And am all that surrounds me at birth,
I become all that surrounds me in death

And despite all the violence and the noise
you can still hear them saying:
Be proud Redman be proud. Be proud of your tradition,
be proud of your race and be proud of your vision."


Acho que maior parte das pessoas tem uma ideia errada do conceito de anarquia. Anarquia significa liberdade, significa não existir qualquer tipo de poder ou força.
Muitas pessoas ligam este termo ao caos, desordem, etc. e esta ideia começou-se a formar nos finais dos anos 60, principios de 70, á medida que crescia o punk.
Ora se existe a anarquia, não pode existir violência, caos e desordem. Não podem existir armas, porque aí existe o poder das armas e da violência, logo não é uma anarquia, pelo menos no seu estado puro.
Uma anarquia será (im)possível, quando todos aceitarmos e convivermos com as diferenças dos demais, quando não existir qualquer tipo de força superior, não por revolta, mas por não ser necessária, mas sim por todos nos tornarmos humanos e conscientes o suficiente para haver uma "moral" universal que todos respeitamos. Quando deixarem de haver assaltos, mortes, interesses políticos, consumismo, capitalismo e todos esses ismos.
A anarquia não é o caos. A anarquia é o ponto utópico mais alto a que uma sociedade perfeita pode chegar.
Todos sabemos que a sociedade perfeita é impossível, que a anarquia é impossível e que livrarmo-nos desses ismos todos, é algo fantasioso. Logo o ser humano ajusta o termo á sua medida: A anarquia é um estado em que cada um faz o que quer, cagando-se para tudo.
Na minha opinião, como já disse, isto não é o termo no seu estado mais puro, mas sim adaptado á sociedade em que nos encontramos.

Ora: anarquia
s. f.
1. Falta de chefe.
2. Fig. Desordem, confusão (motivada por falta de direcção!).
3. Polít. Sociedade constituída sem governo.




sábado, 24 de julho de 2010

Inner demons

Cada um de nós está directamente encarregue do seu Destino.

Cada um de nós faz a cama onde se deita.

E é preciso ter cuidado, para que as nossas acções no presente, por mais correctas que pareçam, não influenciem negativamente o nosso futuro, e principalmente o futuro de outras pessoas.

O mundo move-se á base da ambição e da força de vontade. Acho bem que se viva um dia de cada, a aproveitar o momento, mas é bom querer sempre mais e melhor. É bom nos tornamos cada vês mais conscientes daquilo que somos e daquilo que podemos ou não ser. A escolha é inteiramente nossa. Não existe força superior nenhuma que dite as nossas vontades.

Quanto mais conscientes formos daquilo que somos feitos, melhor percebemos o que podemos ser. Para o melhor, ou para o pior. E é aí que enfrentamos os nossos “inner demons”. É aí que escolhemos o que é certo e o que é errado de acordo com a nossa consciência. E é aí que nos tornamos verdadeiramente fortes, dependendo das nossas escolhas, ou fortes num instante e fracos no que resta.



I watch you taste and I see your face and I know I'm alive


Obrigado

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ás vezes.

Ás vezes descobrimos coisas completamente ao acaso.
Ás vezes preferíamos não as ter descobertos.
Ás vezes quem achávamos montes e vales, não passa de um monte, de esterco.
Ás vezes dizemos "dessa água nunca beberei".
Ás vezes, fazemos o oposto do que dizemos e pensamos que ninguém descobre.
Ás vezes, a inteligência do ser humano consegue-se sobrepor á estupidez do mesmo.

Mas ainda assim, ás vezes as coisas mudam. E eu espero que mude e espero voltar a ter o respeito e consideração que tinha por ti.

domingo, 18 de julho de 2010

Eh, tu aí.

Existem certas alturas na nossa vida em que abrimos os olhos. Mas eu parece-me que o faço ás prestações. Hoje abri-os mais um pouco.
Ultimamente tenho andado a dar demais de mim a pessoas que não merecem nem um terço.
Pessoas que me criticam, e fazem exactamente o mesmo que eu, mas pior ainda.
Hoje foi o último dia.

Sempre que me derem dois, vou retribuir com quatro, seja para o que for.



Este sei que nunca me vai desiludir.

"Quem é meu amigo, eu reconheço e respeito
Agradeço por tudo, guardo sempre no meu peito
...
Respostas pás minhas perguntas eu procuro
De futuro já sabes, desiste porque eu estou seguro
Falas do que não sabes, só causas entraves
O respeito por ti caiu como na Amazónia aves
..."



A todos aqueles cuja carapuça vos sirva, um bem-haja. Continuem a dar-me razões para me tornar cada vez mais forte e indiferente.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Estados-Nação

"Não há nação que possa defender a sua liberdade, nem satisfazer as necessidades e aspirações do seu povo, a partir das próprias fronteiras ou com os próprios recursos... E assim o estado-nação, sozinho, ameaça, de muitas maneiras, parecer tão anacrónico quanto as cidades-estado gregas se tornaram na antiguidade"

Nelson Rockefeller



O que aconteceu na Grécia, na altura foi tão simples como guerras, e o declinar de uma nação quase perfeita, devido a certos estratagemas levado a cabo por os seus líderes. Na altura, era a primeira vez que o estavam a tentar e tinham desculpa para errar. Hoje só erram se deixarmos.

Um Governo para um mundo inteiro vai limitar a soberania nacional e a independência das nações individuais. A criação de uma única nação, Estados Unidos da Eurásia, é criada com o objectivo ÚNICO: criar um sistema económico e financeiros únicos, moeda única, um sistema politico e religioso único, enfim, um pensamento uniforme, similar, correcto e rígido em todo o mundo. O objectivo é o controle da mente, e o processo é simples:

Quem tem dinheiro, compra a comunicação social. A comunicação social, por sua vez, compra a opinião publica, e a opinião publica influencia directa e indirectamente toda a politica que se faz na actualidade.


E nós estamos todos envolvidos no processo da (in)consciencialização, no que diz respeito á corrupção subtil que faz parte na nossa Nação.

Agora digam-me, seremos mesmo uma Nação?

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Elamshin

Jhal Usstan elgg xunlar vel'drav dos ul'nusst, Ol kluthak saph h'uena 'sohna dos inbal inbalus ulu venduin uns'aa xuil vedaust, F'sarn zuch fridj bauth ulu alu lu'asrogg natha brorn, Plynn ussta rahi tir d'dosst solen ichl ulnin

Vrine'winith lu'kyorl natha drada vel'drav dos lor a uns'aa saph nindel ussta xhenshun'nye vel'bol xunus dos kyor'ol? Usstan zhil'za k'jakr meldrin dos xuil dosstrahi bauth ussta plica.


terça-feira, 13 de julho de 2010

Nada.

Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.
Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Tudo.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Tudo.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Tudo.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Tudo.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada. Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.Nada.

domingo, 11 de julho de 2010

Silêncio

Arrastado pela corrente, chega à beira mar. Ela esperava-o, inquieta.
- Sabes, é bom saber que alguém se preocupa contigo. Alguém que te pergunte todos os dias se estás bem, e note quando não estás. É fantástico quando alguém te quer conhecer a um ponto em que note pela tua postura se estás bem. É aliviante quando começas a recuperar a tua fé em toda a humanidade, apenas porque alguém se decide preocupar contigo, e quando vês que te querem fazer sentir bem. Ainda é melhor quando tudo é novo . Não estou habituado, é estranho.- Disse-lhe num tom tímido.
Ela sorriu e abraçou-o.
Deram as mãos e ficaram em silêncio.


"Such a strange numb
It could bring back peace to the earth"

O Silêncio é um estado, é quase efémero mas permanente. Como se fosse possivel congelar aquele momento para sempre e senti-lo para o resto da vida, mas não o sentir nunca mais. São pequenos fragmentos que se soltam no silêncio através de olhares e toques, que, sem haver a intenção de comunicar, o silêncio funciona como uma ponte entre duas pessoas.
E nesses momentos, quase que ouves o silêncio gritar, não é?

Obrigada pelo silêncio que me dás.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

spliffspiration


She had something to confess to
But you don't have the time so
Look the other way
You will wait until it's over
To reveal what you'd never shown her
Too little much too late

Too long trying to resist it
You've just gone and missed it
It's escaped your world
(...)

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Mood: Revolta
Cada vez me sinto mais revoltada com as escolhas que quem está acima de nós e nos condiciona a liberdade e a justiça faz. Estou a começar a ficar seriamente preocupada com o futuro da minha geração e de outras, com o rumo que o mundo está a ter, tudo se move em torno do capital e do bem parecer.
Dá-me voltas ao estômago saber que uma pessoa com mais de 23 anos pode entrar para o ensino superior apenas com um exame de cultura geral. É estranho, a partir do momento que para os outros é um requisito mínimo. Ora porque é que tal injustiça se passa no nosso país?
A classe média é a maior no nosso pais. Hoje em dia, muitos pais conseguem ter a capacidade de por os filhos a estudar nas faculdades, e como é obvio, fazem exames e o 12º ano de escolaridade para entrarem nestas instituições.
Ora a entrada para a faculdade com os maiores de 23 não me faz confusão alguma ao saber que fazem apenas um teste de cultura geral, mas é ridículo saber que podem entrar sem o 12º ano acabado. O problema no nosso pais, é que as faculdades (falo do estado, porque no ensino privado pode ser diferente) começam a ver o capital a aumentar, dinheiro a entrar com cada pessoa que se matricula e paga as propinas, e só têm a ganhar com isso.
Claro,depois ás vezes formam-se licenciados que não têm o mínimo de capacidade para trabalhar na área que escolheram.
Depois há reportagens na TVI sobre uma licenciada de 30 anos que trabalha na caixa do modelo. E a culpa nem sequer é da pessoa que entregou (literalmente) o dinheiro ao estado, mas sim do proprio estado e das faculdades, que têm certas regras que deviam ser reformuladas. Deveria haver mais exigência, sobriedade, menos ganância.

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Como tive duas horas a discutir a palavra liberdade, cada vez chego mais à conclusão que a liberdade vem sempre condicionada. Se escolhermos ser livres, podemos estar a ser sempre condicionados a algo. É correr um risco, por vezes, escolher ser livre, dizer o que quer, fazer o que quer, porque pode não ser aceite bem por quem nos rodeia, pela sociedade, e ao tomarmos a decisão de ser livres, podemos acabar por nos tornar o ser mais aprisionado de sempre.
Porque isto é tudo material, não é efémero. As pessoas são como cães. Têm os donos e obedecem cegamente ás suas ordens, pois é o dono que lhes dá comida. A única diferença entre este grupo de pessoas consumistas e materialistas e os cães é que os donos dos cães dão-lhes afecto, algo emotivo. As grandes empresas, governos, lideres, etc. apenas dão ás massas o máximo facilitismo possível, tudo o que querem e não aquilo que realmente precisam
E tenho pena de maior parte das pessoas não perceber que ás vezes ao descobrirem que não podem ter o que querem, encontram o que é preciso.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dor de pensar


Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,

Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.


Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.

Ah, canta, canta sem razão !
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração
A tua incerta voz ondeando !

Ah, poder ser tu, sendo eu !
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso ! Ó céu !
Ó campo ! Ó canção ! A ciência

Pesa tanto e a vida é tão breve !
Entrai por mim dentro !
Tornai Minha alma a vossa sombra leve !
Depois, levando-me, passai !


Ás vezes a ignorância tem um sabor diferente. Por vezes é melhor não saber, ou apenas fingir que não sabemos. A ignorância é um dom, pois com ela não existe a dor. A dor de pensar, a dor de existir e a dor de ser.
Mas eu sou consciente. E penso. E dói.

sábado, 3 de julho de 2010

Echoes

Elevem-me.

Os pensamentos continuam a ecoar na minha cabeça. Falam sobre a vida, sobre ti e sobre o resto.


O eco não passa de uma mera reflexão do meu pensamento.
Eu penso no que quero. Os ecos? Esses também são fruto da minha vontade.




"...Queria tornar-me num fóssil. Queria ser o tempo. Queria que nada importasse. Quero o impossível. Queria agarrar esse pedaço que falta em ti. Quero tudo."

Enquanto penso nisto, os ecos invadem-me a mente. Aprisionam-me porque apenas ecoam e não deixam tornar-me real.


 

Sample Text