segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Eternal Sunshine Of The Spotless Mind

Realização: Michel Gondry
Interpretação: Jim Carrey, Kate Winslet, Elijah Wood, Kirsten Dunst
Ano: 2004

Joel (Jim carrey) fica chocado quando descobre que após o rompimento da sua relação com Clementine (Kate Winslet) esta decidiu recorrer a uma agência para apagar (literalmente) todas as memórias que possuía dele. Revoltado, decide recorrer à mesma agência para destruir todas as recordações que possuía com Clementine. Mas é quando Joel revê os bons momentos que ambos passaram que se arrepende, e começa a procurar uma forma de evitar que estes sejam apagados.
Logo quando nos são apresentadas as personagens principais podemos ver que não estamos a presenciar um romance normal. Joel e Clementine estão longe de serem perfeitos como os amantes de romances cliché. Joel não é confiante de si próprio e mostra-se pelo filme inteiro como alguém tímido e reservado em todos os aspectos, desde a sua forma de se vestir até às suas atitudes. Clementine, pelo contrário, é extrovertida e descarada. Enquanto Joel transmite um certo medo que notem nele, Clementine tem como hobbie pintar o cabelo de cores vivas. Ela não é especialmente atraente, e apresenta uma personalidade algo complicada e impulsiva. Nem estes são sequer perfeitos um para o outro, aliás, são as suas diferenças que geram em vários momentos do filme um choque de personalidades. As duas personagens estão repletas de imperfeições e defeitos e é isso que as torna humanas e identificáveis.



É essencialmente um filme sobre recordações e sobre o amor, invocando-o de formas distintas e olhando para o sentimento sob vários pontos de vista. Sendo assim, o filme jamais poderia se focar exclusivamente no romance principal, possuindo também algumas narrativas paralelas a esta. É possível que os arcos narrativos secundários aborreçam de alguma forma quem pretende ver apenas o romance entre Joel e Clementine, mas estes são essenciais para a conclusão do filme em si.
Eternal Sunshine é um filme poético e um hino á beleza da imperfeição humana. Obviamente, são mais aqueles que preferem assistir a um romance com amantes perfeitos e amores infalíveis do que observar personagens banais a enfrentarem problemas vulgares, por isso não é um filme que agrade a todos. Para além disso, a narrativa não é linear, chega a ser abstracta e psicadélica em alguns momentos, algo que nem todos os espectadores estão dispostos a aceitar.
Algo que deve ser notado para além disto, é sem duvida a banda sonora, sendo soberba e encaixando perfeitamente com cada momento do filme.

Quanto ao elenco não ha muito a dizer: Kate Winslet e Jim Carrey desempenham os seus papeis de forma soberba, e outra coisa não seria de esperar.
Eternal Sunshine of The Spotless Mind não é um filme para nos entreter, mas sim para nos fazer pensar. Coloca-nos questões como “Se pudéssemos apagar certas memórias, seria isso o melhor para nós?”

.João Miranda

3 comentários:

Anónimo disse...

Não sei se agora faz sentido expressar-me por aqui mas pronto. Já o viste Ana? Parece ser interessante. Relativamente ao "apagar as memorias", eu acho que sim e que não. Em determinadas circunstancias sim. No entanto são com algumas memorias mais desagradáveis que aprendemos e crescemos.

WurmD disse...

E já agora XD, escreveste esta review?

*

Ana disse...

Nah, foi um amigo meu, João Miranda

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