domingo, 26 de junho de 2011

jerónimo de sousa

A tarde passava-se no meio do Alentejo. Sabem aquelas tardes tipícas do Nosso Alentejo? Aquelas tardes que te fazem pensar “Bem, talvez seja melhor reformular a minha ideia de lentidão dos alentejanos, porque com este calor, não há quem tenha paciência”. Essas tardes.

O carro percorria o alcatrão negro, que brilhava continuamente. Estavam animados, quentes e com alguma vontade de rir.

- Olha aí, ‘tão?

- ‘Tão o quê?

- Para aí nessa bomba, quero comprar cigarros.

O carro parou. Após ter soltado um sorriso idiota, Guilherme saiu do carro e encaminhou-se para a loja de conveniência do posto de abastecimento.

Não demorou 1 minuto até que ele tenha voltado a sair.

- FODA-SE, FODA-SE, FODA-SE!

- O que é que se passa, caralho?

- ‘Tão mas ‘tás parvo?

- Esta merda não é uma loja de conveniência, foda-se. Isto é uma loja de drogas, caralho.

- Foda-se, tu ‘tás muita confuso. Mas tu andas a fumar o quê? Charros de cocó?

- Entra lá, caralho.



Não tenho o Google aberto, nem vou abrir porque não tenho net, e queria esclarecer uma dúvida. Ora, a cena da teoria do caos, basicamente é que um evento que aconteça do outro lado do mundo, pode estar directa ou indirectamente associado com outro acontecimento noutro lugar, à mesma hora. Posso estar errada, mas, como disse, eu tenho a dúvida agora, e não tenho interwebz, logo, escrevo o que penso.

Bom, eu acho que no dia em que eu nasci deve ter havido algum gajo a alucinar e a atingir o nirvana no momento em que eu nasci. Ele era britânico. Não me lembro do nome. Só me lembro daquela voz cheia de classe:

- My dear, you have only one propose in life.

Mentalmente, perguntei-lhe qual era.

Ele respondeu-me assim:

- YYYYYAAAAA YAAAA YAAA YAAAA YAAA YAAA YAAAA YAAA YAAAA TROLOLOLOLOLOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL OLOLOLOL OLOLOL OLOL OLOL YEYEYEYEYEYEYEYEYEYE TROLOLOLOLOL YEYEYEYEYEYEYEYEYEYE TROLOLOLLOLLLLLOLOLL



Acreditem ou não, é verdade.

Dois zeros juntaram-se e formaram um oito.

O 8 fortaleceu-se e tornou-se infinito.

Logo, dois zeros são o infinito.

Assim, sempre que me chamarem zero à esquerda ou inútil, lembrem-se, só me estão a elogiar a mim e aos zeros que nos rodeiam.

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