sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cada coisa é esta coisa e nenhuma outra

No decurso do meu trajecto talvez me aconteça cair num poço, do qual, não consigo, durante muito tempo, encontrar o fundo.




Certo dia, um comum, desajeitado e lastimável ser humano seguia o seu caminho em busca da felicidade. Pobre coitado, rogava mil pragas por ter sido castigado com uma vida tão severa. Louco, arrebatado por uma emoção tão primitiva quanto a raiva, perdeu-se nas suas próprias entranhas de miséria, aversão e sujidade, pois notou que terá caído num poço tão fundo, quanto a sua própria ignorância da semântica da Felicidade. Terá caído num poço tão fundo, quanto a sua própria imensidão interior. Terá caído num poço tão fundo, quanto ele próprio o entender. Terá caído num poço tão fundo, que ousa pensar que se terá perdido consigo mesmo dentro de si próprio.
E no fundo mais fundo desse poço, não jaz a sua identidade ou a sua ventura, mas sim o ponto de partida para sair do fundo, desse poço situado tão adentro.

1 comentários:

Anónimo disse...

Pois no fundo é em nós que reside a verdadeira resposta para os problemas e o caminho para a felicidade.

Bonito o que escreveste!*

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