sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Conformimos

Pois bem, meus amigos, a vida é dura.
Se a vida é dura para uns, também é para outros. Uma das coisas que mais abomino é pessoas que vivem numa constante lamentação com o facto de a vida ser árdua. Então comecemos pelo início: uma das primeiras coisas que apredemos quando nos começamos a ver como indivíduos em sociedade é precisamente a teoria de que a vida é injusta, difícil, e que normalmente o que pode ocorrer de mal, ocorre sempre. Estou errada? Não me parece.
Ora, partindo do princípio que ninguém que aqui anda, dito normal , para de raciocinar e crescer durante a infância, não estou a ver qual é a lógica de se estar constantemente a frisar que a vida é basicamente uma merda. Já que isso funciona para o individuo como uma certeza inabalável. A vida é injusta, e pronto.
Todos trabalhamos, todos estudamos, todos temos família, todos temos amigos e todos temos companheiros. Não há nenhum individuo extraordinário que apenas ele tenha aquele problema, ou que ninguém sabe como se está a sentir. Muito menos existem pessoas que se queixam que trabalham demais. Peço-vos, muito honestamente, para deixar essa grande pilha de merda a que eu chamo de ego, e pensem: quantas mães solteiras mantém dois empregos para sustentar os filhos? Quantos putos de 7 anos estão neste momento a trabalhar não sei quantas horas por dia para poderem comprar um pedaço de pão no fim do dia?
Por isso, parem de ser whinny bitches, drama queens e principalmente attention whores, porque ninguém tem pena. E pior, ninguém quer saber. Façam algo de útil na vida e parem de se queixar. Conformem-se com a realidade, que nem é assim tão má quanto a pintam e deixem, mas deixem por favor de fazer birras de putos de 5 anos.

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