Paul Gauguin, morreu de sífilis.
Mas a 1887 fez esta obra de arte, que honestamente, o estilo não me diz nada. Mas de não gostar a descartar ainda vai um bocado. Este homem recebeu uma orelha como pedido de desculpas, mas não uma orelha qualquer. A orelha de Van Gogh (literalmente). O Van Gogh cortou a sua própria orelha.
Formas simplificadas e elementares, quase como desenhadas por uma criança compõem este quadro carregado de simbolismo, mistério e portador de uma realidade complexa.
Gauguin confronta as interrogações mais pertinentes da humanidade com uma atmosfera misteriosa povoada de personagens estilizadas e com um acentuado valor icónico.
Á direita, vemos um bebé e três jovens. No centro, Gauguin medita sobre o que somos, e consequentemente o que fazemos. Aqui, estão duas mulheres, falando sobre o destino, um homem parecendo confuso e agressivo, e no meio, um jovem colhendo o fruto da experiência. Uma criança come um fruto, sob o olhar de uma presença remota de um ídolo. Existem mulheres, e animais, com quem partilhamos o mundo.
Na parte final, uma jovem floresce para a adolescência, enquanto que uma velha senhora se prepara para morrer.
Esta obra, é exaltado o valor da cor aplicada em tons vivos e contrastantes, segundo a técnica á plat. As suas figuras estão representadas de uma forma mais primitiva e elementar, marcadas por o mistério e incerteza.
E agora pergunto eu: Donde vimos? Quem somos? Para onde vamos?
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