segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A política que se faz por cá

Ontem fui a um casamento, e não tendo nada que fazer, avistei longe o "Jornal" sensacionalista Correio da Manhã.
Abri a primeira página e li uma crónica dum gajo conhecido, cujo nome agora não me recordo que falava sobre a fantochada do Orçamento de estado. Apesar do jornal (se é que se pode chamar jornal) ser uma real bosta, optei por folhear umas páginas até à parte onde podemos ler as noticias relativamente a política.
Apenas li a informação que já sabia e retirei algumas conclusões:
Primeiro que tudo, é impossível governar um país sem um orçamento de estado aprovado. Logo, nosso país nem sequer está, efectivamente, a ser governado.
E porque é que o OE não é aprovado? Porque existem uma série de inutilidades dispensáveis que o governo está a integrar no dito cujo.
Meus amigos, querem saber o que cortar no O.E.? Eu digo-vos, acho que os nossos governantes passam bem sem milhões de euros para serem gastados em arranjos florais para a residência do presidente, ou sem carros topo de gama acabados de comprar, acho que se deva rever o caso das SCUT... Eu penso que muita coisa devia ser revista. Mas quem sou eu?
Uma miúda de dezanove anos sem qualquer tipo de credibilidade.
E quem são os outros cujas vozes tendem a não ser ouvidas? São isso mesmo: pessoas que o estado e a comunicação social tentam calar á força toda, seja pelo modo de ridiculariza-las em praça pública ou simplesmente censurar.

E o povo pá? O povo quer é novelas destas. Vejamos:

" A guerra de palavras entre o primeiro-ministro e o líder do principal partido da oposição sobe de tom. Agora, José Sócrates considera que Passos Coelho teve palavras que “são impróprias de um líder político com responsabilidades”"

"O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje aos jornalistas em Ponta Delgada, Açores, que não voltará a reunir com José Sócrates sem que estejam na sala outras pessoas que possam “testemunhar” a conversa."

"O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o seu partido não quer regatear o Orçamento do Estado para 2011 e que cabe ao Governo “encontrar uma alternativa se entende que as condições do PSD não são justas”." (até porque não somos todos uma nação e não temos que trabalhar em prol de um pais melhor em conjunto)


In público

Ora isto tudo não passa de uma crise teatral para assustar novamente os portugueses, para estes perderem não só poder de compra, mas também inteligência, porque estão claramente a ser manipulados, e, muito honestamente, estamos todos nas tintas. E isto tudo vai acabar com o Socrates novamente a ser encarado como salvador da Pátria por ter conseguido dar a volta ao orçamento de estado, e corre tudo como combinado. O Passos Coelho não passa de um fantoche sem qualquer tipo se importância nas mãos do governo.
E hoje, de manha abri o público para acompanhar o resto desta novela e deparo-me com esta notícia:

" O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje PS e PSD de “chantagem”, por encenarem uma crise política em torno do Orçamento do Estado (OE), criando a ideia de serem inevitáveis novas medidas de austeridade."

Isto tudo é verdade. O Homem tem razão. Mas qual é o Português formatado, que no seu perfeito juízo vai dar razão a um político que dá a cara por uma festa onde se consomem drogas leves? Naaaah.
Isto é o Português: Vive das aparências. O Jerónimo de Sousa neste caso tem mais que razão mas nunca vai ser ouvido porque é "pequeno".

E acaba sempre tudo a girar em torno do mesmo: O capital, apesar de todos, no fundo, sabermos bem onde é que isto vai parar, preferimos fechar os olhos.
Muitos tomam-me por idiota por pensar sequer que tudo o que se passa na actualidade está errado.
Eu chamo-vos fracos.

1 comentários:

Anónimo disse...

Comunas... Bela merda, não gosto nada!

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