sábado, 30 de outubro de 2010

Não há estrelas no céu


Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?

A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!

Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.

Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.

Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?

Não há-á-á estrelas no céu...


Se as coisas não correm como queres, não deprimas, não dramatizes, nem sequer penses nisso.

Abstraí-te e esquece.

5 comentários:

Anónimo disse...

A melhor maneira é tentar seguir em frente e se possível tentar alterar o rumo dos acontecimentos, sinceramente não vale a pena, tal como tu referes, dramatizar. Não vale mesmo. A melhor forma, no meu entender, é reflectir sobre o assunto, e se possível, como disse anteriormente, alterar o rumo. Mas a reflexão é essencial.

Ana disse...

A melhor forma dessa reflexão acontecer, no meu caso, é se me abstraír...

Anónimo disse...

Lá está, ao te abstraíres, reflectes Ana. A essência é essa.

Ana disse...

Depois chegas a conclusões destas

Anónimo disse...

Exactamente.

Enviar um comentário

 

Sample Text